Mostrando postagens com marcador desobediência civil e direitos civis.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desobediência civil e direitos civis.. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de junho de 2010

Guerra, bom? Paz, bem?



Desde o começo do semestre temos trabalhados a relação entre o direito e guerra - paz. No entanto, poucas vezes começamos a trabalhar o tema nos questionando o que seria efetivamente a guerra e a paz e também porque temos a tendência de advogar pela paz em detrimento da guerra. Talvez porque desde a infância fomos socializados: Paz, bom! Guerra, mau! Quanto alunos de direito o nosso percurso acadêmico insere uma lógica conservadora por natureza; as normas jurídicas passaram por um processo histórico de validação e por isso devem ser seguidas. Somente em alguns casos de exclusão de ilicitude pode-se romper com a paz jurídica. Raras vezes advoga-se pela desobediência civil e quando se faz com grande cautela porque a ordem instaurada não deve ser rompida pela segurança jurídica das relações sociais.
Suponhamos que nos encontremos diante desta ordem jurídica, mas que ela seja insatisfatória política ou sociologicamente, apesar de perfeitamente válida no plano jurídico. Neste caso seria possível advogar pela guerra, ou a paz entendidos como a ruptura ou continuidade da situação presente? Immanuel Kant responderia rápida e prontamente: siga as regras ainda que pereça o mundo.
Carl von Clausewitz no livro “Da guerra” nos propõe outra definição de guerra, para este autor a guerra é apenas uma continuidade do jogo político por outros meios. Tal fato implica afirmar que a guerra seria somente um instrumento para se alcançar um fim, mas qual fim? A resposta dele é de que “a guerra é um ato de violência para compelir o outro a realizar a nossa vontade”. Parece que voltamos a nossas concepções socializadas de infância: “violência nunca é a solução” Temos de buscar o diálogo, o direito, ou qualquer outra forma não violenta de solução para atingir a nossa vontade, caso isso não seja possível devemos nos resumir à insatisfação da vontade. É fácil defender esta solução quando imbuídos agora de nossa socialização universitária, a norma emana do povo e para o povo. Não seria possível se rebelar contra si mesmo ou contra a sociedade do qual faz parte sem ser considerado um pária. Mas se esta ordem jurídica estabelecida não refletir o que se preconiza, ou seja ela não é reflexo da vontade soberana do povo. Diante desta situação, seria possível recorrer a um ato de violência para compelir a nossa vontade? Não há resposta simples, mas é patente que é necessário investigar um jogo social e político para além da normatividade do direito para se chegar a uma resposta filosoficamente satisfatória.

sábado, 29 de maio de 2010

Eu tenho um sonho...

Martin Luther king Jr foi um pacifista norte americano líder do movimento negro para a conquista dos direitos civis daquele país nascido em 15 de janeiro de 1929.
Sua participação no movimento político do negro americano começou com o boicote aos ônibus de Montgomery, que durou 381 dias. Este movimento se iniciou em virtude de uma negra ter negado ceder seu lugar em um ônibus a uma mulher branca, sendo presa em seguida. Com este movimento, a suprema corte norte americana reconheceu a ilegalidade da segregação racial dentro dos transportes públicos.
Após essa vitória, King participou da fundação da Conferencia da Liderança Cristã do Sul, com o objetivo de organizar o ativismo político para a conquista dos direitos civis do negro. Fundamentando este movimento nos ideais da não-violência e desobediência civil de Mahatma Ghandi, King liderou diversas manifestações contra a segregação racial nos Estados Unidos, pelo direito ao voto dos negros e o fim da discriminação no trabalho, além de outros direitos civis básicos.
Em 1963 durante a “Marcha pelo emprego e pela liberdade”, King proferiu seu mais famoso discurso: “I have a dream”. Neste discurso, King sustentou que seu sonho de igualdade e justiça social só poderia ser alcançado com o fim da segregação racial. (vídeo).
Diversas manifestações lideradas por King foram violentamente atacadas pelos líderes racistas. Aliando isso a uma forte cobertura da mídia, a opinião pública tornou-se favorável aos direitos pleiteados por este movimento. O resultado foi a vitória de King com a promulgação da Lei dos Direitos Civis, em 1964, e a Lei dos Direitos Eleitorais, em 1965.
Em 1964, King se tornou a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz em virtude do movimento pelo fim da segregação racial e por ele ter se dado de forma não violenta.
Em 1968, King liderou o movimento contra a pobreza do negro, em prol da justiça sócio-econômica, objetivando conseguir ajuda para as comunidades pobres dos Estados Unidos.
Neste mesmo ano, em 4 de Abril, King foi assassinado. Em homenagem a este líder, em 1986 foi estabelecido um feriado nacional nos Estados Unidos, que cai sempre na terceira segunda feira de janeiro em virtude da proximidade com seu aniversário, 15 do mesmo mês.